Nove deputados PS na Assembleia Municipal (AM) de Loulé abandonaram a sessão de dia 26 de Fevereiro. Acusam o presidente da Mesa, Patinha Antão, do PSD, de “abuso de poder”. PSD defende-se. BE ataca ambos.
O deputado municipal Hugo Nunes, foi o primeiro a sair da sessão. O socialista saiu em protesto, alegando que lhe foi negada a solicitação de um ponto de ordem à mesa, depois de um comentário do presidente da AM relativamente a uma sua intervenção. Diz Hugo Nunes que Patinha Antão negou o direito à palavra e rematou: “Queixe-se a quem quiser”.
Na mesma sessão, alguns minutos volvidos, dizem os deputados socialistas, que Patinha Antão voltou a negar a palavra, desta feita à socialista Jamila Madeira. É nesta altura que mais oito eleitos PS abandonam a sala em protesto. Ficam cinco socialistas até ao fim da sessão.
O PSD já reagiu em comunicado, remetendo para uma nota do próprio presidente da AM. Diz Patinha Antão que a atitude dos socialistas em abandonar a sala foi “injustificada e insólita”.
“Exerço há oito anos o cargo de presidente da Assembleia Municipal, sempre do mesmo modo e com a preocupação de assegurar o equilíbrio, o bom senso e o espírito democrático entre todos, sem reparos de qualquer bancada e até com bastantes e variadas manifestações de apreço de todos os quadrantes”, escreve Patinha Antão na nota emitida à comunicação social.
Já o BE condena tudo o que aconteceu. Para o Bloco, “não pode ser aceite de maneira nenhuma” que Patinha Antão “negue o pleno uso dos direitos” do deputado socialista, e caracteriza a actuação do presidente da AM como “sobranceira e discriminatória”, salientando que “não é uma novidade”.
Por outro lado, o BE não compreende a atitude dos socialistas. Diz que Hugo Nunes saiu sem a solidariedade dos restantes eleitos do PS, que só saíram posteriormente, motivados, e cita-se: “pela solicitação arrogante da deputada Jamila Madeira que com gestos trauliteiros já repetidos noutras sessões, estalando os dedos para a Mesa da AM e na direcção do seu presidente, exigia o direito a intervir, o que lhe foi negado”.
O BE remata que é de “relevante importância a dignificação” daquele órgão.

























