As intempéries no Algarve atingiram 38 explorações agrícolas, das quais 31 verificaram prejuízos em estufas, segundo informou o Ministério da Agricultura em resposta a requerimento do PCP sobre o assunto.
O ministério avança que para a reposição do potencial produtivo é necessário um investimento de 1,3 milhões de euros, de acordo com levantamento efectuado pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPALG).
Foram sete os concelhos afectados, com especial incidência em três: Silves, Faro e Tavira, onde foram atingidas 28 explorações, numa área total de 27 hectares.
O Ministério da Agricultura, citando a DRAPALG, diz ainda que a quebra de produção de citrinos deverá rondar entre os 15 e os 20%.
Quanto a apoios para fazer face aos estragos, o ministério diz que “continua a avaliar tecnicamente os prejuízos existentes no Algarve (...) para verificar a possibilidade de despoletar uma medida que abranja todas as situações”.
O ministério considera que as medidas de alargamento de apoios previstas na lei são aplicadas em situação de catástrofe, e que no caso do Algarve os prejuízos não são relevantes a nível nacional nem regional.
De resto, o Ministério da Agricultura recorda que existe, desde 4 de Janeiro, uma linha de crédito no montante de 50 milhões de euros, com juros bonificados, que “permite assim acorrer a situações de emergência de tesouraria”.

























