O Bloco de Esquerda (BE) de Faro olha para as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2009 apresentados pelo executivo autárquico farense como “mera continuidade” dos anos anteriores.
Na declaração apresentada pelo BE em Assembleia Municipal, pelo seu representante Vítor Ruivo, é dito que o PS tem apresentado, desde 2006, orçamentos “de completo seguimento do que vinha de trás, do mandato da maioria PSD”.
“Assim continuaram até às presentes GOP e Orçamento que, embora sejam os últimos deste mandato, permanecem sem mudanças significativas, para já não dizer sem o que seriam as necessárias rupturas políticas”, salientou o bloquista.
O BE assume que o debate sobre o desenvolvimento económico do concelho deveria ser a prioridade da autarquia, optando por uma estratégia “que liberte o concelho da dependência da especulação imobiliária e das grandes superfícies comerciais”, entre outras opções ligadas ao aproveitamento dos recursos naturais.
Os bloquistas alertam ainda para o aumento da “valor global da dívida” camarária: “É uma situação cada vez mais difícil de sustentar e que põe a autarquia permanentemente no limite da sua capacidade de endividamento.”
Reduzir despesas através de “uma gestão muito mais eficaz dos serviços e dos recursos humanos e evitando as acessórias e contratos com entidades privadas” e aumentar as receitas através da “estimulação de actividades ligadas aos recursos naturais e às energias renováveis, fixação de empresas de inovação tecnológica e promoção do turismo de natureza”, são os conselhos do BE.




























