Assegurado o terceiro mandato com uns expressivos 57 pontos percentuais alcançados nas eleições autárquicas de 11 de Outubro, o presidente reeleito da autarquia de Loulé e os restantes Órgãos Autárquicos tomaram posse na passada sexta-feira, dia 23.
Nesta cerimónia, a Sala da Assembleia Municipal foi pequena para acolher visitantes que até lá se deslocaram para assistir a este acto oficial. Realizadas as formalidades, Seruca Emídio prometeu trabalhar «com ainda mais afinco, mais energia e maior determinação nos próximos quatro anos».
Eleito para aquele que será obrigatoriamente o seu último mandato consecutivo à frente dos destinos louletanos, fruto da nova lei de limitação de mandatos autárquicos, Seruca Emídio definiu Loulé como “um concelho liderante”, lembrando os números divulgados pelo jornal Público no início do mês, em que este concelho surgia no topo da lista referente ao “movimento demográfico inter-concelhio” de 2000 a 2008. Para o autarca, estes dados “são o comprovativo e o garante da capacidade de atracção e de investimento” em Loulé.
Revelando aos munícipes as prioridades do seu executivo para os próximos quatro anos, o edil deixou diversas exigências ao Governo central. “Exigiremos o justo apoio a alguns empreendimentos que aqui queremos partilhar convosco em jeito de caderno reivindicativos: Exigiremos a conclusão da Circular Norte no troço ainda em projecto; Exigiremos a construção dos quartéis da GNR para as localidades de Quarteira e Almancil; Exigiremos apoio para a construção do aeródromo municipal; Exigiremos ainda, e sem mais demoras ou delongas, que se construa no Parque das Cidades o anunciado e renunciado Hospital do Algarve, no território que partilhamos com Faro”, afirmou Seruca Emídio.
Ainda assim, e apesar de exigir apoio ao Estado, o presidente reeleito não pretende deixar a governação autárquica nas mãos do “poder central”, dado que as prioridades do seu executivo “virar-se-ão para áreas em que manifestamente aceitaremos o desafio de nos substituirmos ou completarmos a acção do Estado”.
Entre estas, o edil destacou “a educação, a intervenção social, a saúde, o desporto, a cultura, mas também a realização de eventos de grande qualidade e expressão para o turismo e para o desenvolvimento local” como as áreas prioritárias de intervenção.
Nesse sentido, o autarca destacou “a relevância da micropolítica”, considerando que “esta não pode ser esquecida”. “É preciso debruçarmo-nos sobre os casos concretos com detalhe. Da iluminação da rua, do obstáculo à mobilidade, da passadeira e do semáforo, do parque infantil à zona de lazer, do jardim e do passeio à vida do bairro”, referiu.
Não esquecendo a crise económica e o crescente índice de desemprego no nosso país e na região algarvia em particular, o edil considera que “a autarquia não pode alhear-se desta conjuntura e do dever de contribuir para a sua minoração”, enquanto que no sector social e do apoio aos mais desfavorecidos, o executivo procura contar com apoios externos: “contaremos com as instituições religiosas, nomeadamente a Igreja Católica, secular na sua intervenção, assim como com a sociedade civil organizada”, referiu o presidente louletano.
Nesta cerimónia, foram ainda empossados os membros da Assembleia Municipal, a qual continua a ser presidida por Patinha Antão, que se apresentou em lista única, aprovada por 32 votos a favor e um voto em branco.
Na vereação desta autarquia, que passa agora a conter nove elementos, face aos sete dos anteriores executivos, tomaram posse José Graça, que continua como vice-presidente, Teresa Menalha, Joaquim Guerreiro, Aníbal Moreno e Brígida Cavaco, para além de Joaquim Vairinhos e Fátima Coelho, que estiveram ausentes da cerimónia por motivos pessoais.
No caso de João Felizardo, o terceiro vereador eleito pelo Partido Socialista que também não esteve presente, a Comissão Política da Concelhia do partido informou os meios de comunicação que este elemento não irá assumir as suas funções, sendo substituído por Luís Oliveira.

























